
A crise da culpaAproveito a oportunidade para convidá-lo para uma reflexão: será que as crises, especialmente aquelas próprias de cada um de nós, não são fruto de nossos próprios atos e erros? A resposta óbvia é “sim, claro!”, mas explicá-la não é tão simples assim. As razões que anteciparam a crise internacional não são facilmente digeridas pela grande maioria da população, o que torna muito mais fácil o desespero pelo “depois” que o planejamento para o “sempre”.
O pânico geral já chegou por aqui. O sentimento de desespero tomou conta do Dinheirama. Desde domingo, são muitos os comentários e e-mails recheados de indignação, palavrões, mensagens de desrespeito e ofensas. O bom senso deu lugar ao terror. Por alguns instantes, me senti o culpado por todos os probemas financeiros de cada um dos muitos afetados pela crise. Felizmente, tal sensação passou rápido, bem rápido. Decidi publicar algo a respeito.
A crise do aprendizadoTambém fui pego pelo furacão econômico que afeta o mundo. Mantenho posições compradas na Bovespa e também estou vendo derreter parte de meu patrimônio. Optei, depois de muito pensar e conjecturar, por não mexer nesta fatia de minha cesta de investimentos. Aliás, aproveitei a crise para reforçar alguns planos futuros. As razões são importantes e nos levam a algumas conclusões:
Não depositei nas ações “as economias da minha vida”. 2007 foi um ano atípico, de retornos extraordinários na bolsa de valores, o que atraiu um sem número de investidores esperançosos e reféns do noticiário econômico. Por filosofia e principios, sempre disse que investir em ações deve ser uma atitude de longo prazo. Expliquei, com todas as manhas possíveis, que longo prazo é mais do que a maioria das pessoas pensa que é. Portanto, se você colocou suas economias na bolsa, só posso lamentar. Displiscência nunca combinou com investimento de risco e planejamento.
O pouco que tenho está razoavelmente diversificado. Criam por ai uma lenda de que diversificar é ruim. O problema de se acreditar piamente em um suiço rico é a tentativa de imortalizar suas tacadas e tentar se transformar na próxima lenda do mercado financeiro. Que tal baixar a bola e manter seu dinheiro em aplicações cuja sistemática você compreende bem? Ah, sim, quem entende também perde dinheiro, mas sabe explicar os porquês da derrota e aprender com seus erros.
Confio parcialmente em minha intuição. Desconfio de tudo aquilo que gera euforia demais em meu dia-a-dia. Leio tudo com atenção e respeito, mas com o objetivo de aprender, completar minha própria opinião sobre o assunto. Com isso, participam mais do processo decisório cotidiano a consciência e a disciplina, e menos a emoção e o efeito “Maria vai com as outras”. Funciona.
O pânico geral já chegou por aqui. O sentimento de desespero tomou conta do Dinheirama. Desde domingo, são muitos os comentários e e-mails recheados de indignação, palavrões, mensagens de desrespeito e ofensas. O bom senso deu lugar ao terror. Por alguns instantes, me senti o culpado por todos os probemas financeiros de cada um dos muitos afetados pela crise. Felizmente, tal sensação passou rápido, bem rápido. Decidi publicar algo a respeito.
A crise do aprendizadoTambém fui pego pelo furacão econômico que afeta o mundo. Mantenho posições compradas na Bovespa e também estou vendo derreter parte de meu patrimônio. Optei, depois de muito pensar e conjecturar, por não mexer nesta fatia de minha cesta de investimentos. Aliás, aproveitei a crise para reforçar alguns planos futuros. As razões são importantes e nos levam a algumas conclusões:
Não depositei nas ações “as economias da minha vida”. 2007 foi um ano atípico, de retornos extraordinários na bolsa de valores, o que atraiu um sem número de investidores esperançosos e reféns do noticiário econômico. Por filosofia e principios, sempre disse que investir em ações deve ser uma atitude de longo prazo. Expliquei, com todas as manhas possíveis, que longo prazo é mais do que a maioria das pessoas pensa que é. Portanto, se você colocou suas economias na bolsa, só posso lamentar. Displiscência nunca combinou com investimento de risco e planejamento.
O pouco que tenho está razoavelmente diversificado. Criam por ai uma lenda de que diversificar é ruim. O problema de se acreditar piamente em um suiço rico é a tentativa de imortalizar suas tacadas e tentar se transformar na próxima lenda do mercado financeiro. Que tal baixar a bola e manter seu dinheiro em aplicações cuja sistemática você compreende bem? Ah, sim, quem entende também perde dinheiro, mas sabe explicar os porquês da derrota e aprender com seus erros.
Confio parcialmente em minha intuição. Desconfio de tudo aquilo que gera euforia demais em meu dia-a-dia. Leio tudo com atenção e respeito, mas com o objetivo de aprender, completar minha própria opinião sobre o assunto. Com isso, participam mais do processo decisório cotidiano a consciência e a disciplina, e menos a emoção e o efeito “Maria vai com as outras”. Funciona.
Este texto encontra-se disponivel em: http://dinheirama.com/blog/2008/09/16/a-crise-mundial-os-erros-e-as-crises-de-cada-um/

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